Segundo o presidente do Confea, a cada ano o país tem um déficit de 20 mil engenheiros. No Brasil, a cada 50 formandos, apenas um é engenheiro
Faltam engenheiros no Brasil, e essa carência pode levar a atrasos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa de 2014 e das Olimpíadas no Rio em 2016. É o que afirma o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo. “Estão faltando engenheiros no mercado de trabalho e faltarão mais ainda”, disse. Para ele, “o apagão de mão de obra poderá trazer graves consequências para a economia brasileira”.
Segundo o cálculo do Conselho, o déficit no Brasil, hoje, é de 20 mil engenheiros por ano, número que deve aumentar com a crescente demanda por esses profissionais nos projetos do PAC, do Programa Minha Casa, Minha Vida, na exploração de petróleo no pré-sal, nas Olimpíadas e na Copa do Mundo.
Para Melo, faltam engenheiros para empreender projetos básicos e executivos. Ele diz ainda que já se sente essa carência e que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) reclama constantemente dos atrasos nas obras dos estádios brasileiros, muitos dos quais tiveram que, inclusive, ser projetados no exterior.
“Isso pode ser viável (pedir a escritórios estrangeiros que projetem grandes obras) desde que haja reciprocidade e se tenha oportunidades de negócios para empresas brasileiras no exterior”, disse ontem (22) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, durante encontro organizado pelo Confea em Brasília.
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